
Durante toda a minha infância, adolescência e juventude, como qualquer outro ser humano, sempre tive muita admiração por diversas pessoas. E era uma grande quantidade essa, que ia desde familiares bem próximos até personalidades do mundo do esporte, da cultura e até da política.
Fui fã do grande Galinho de Quintino, apesar de ter acompanhado praticamente o fim de sua carreira, fui fã incondicional de Ayrton Senna, até hoje quando vejo os vídeos de suas vitórias me emociono, sou fã de outros esportistas como Roger Federer, o maior tenista de todos os tempos e que tem um jogo bonito e não só de resultados, sou fã de grandes pensadores da atualidade, como Arnaldo Jabor e Luiz Fernando Veríssimo, sou fã de muitos professores que tive e tenho nessa minha trajetória de vida, mas tem uma personalidade atual que me espantou. O seu nome é Michael Phelps.
Os resultados da trajetória de Phelps o fazem ser um dos maiores esportistas de todos os tempos e obviamente, nos deixa excelentes lições de vida. Falar do paralelo entre esporte e superação é praticamente uma obviedade, mas entender como se nasce um campeão talvez seja um combustível para aprimorarmos nossa conduta e entender como reagir diante das circunstancias da vida.
Phelps com 15 anos de idade, já participou da equipe americana de natação nas Olimpíadas de Sidney e conseguiu um quinto lugar na final dos 200 metros borboleta, um resultado estrondoso se comparado ao resultado de outros nadadores nessa mesma idade, tanto que essa é a prova que Phelps tem o maior poderio na atualidade, ele nem de perto é ameaçado. Desde os tempos colegiais, o seu treinador, Bob Bowman, já se espantava com os resultados obtidos por ele e o fato de um jovem de 15 anos de idade ter composto a equipe de natação americana, em Olimpíadas, era uma coisa que não acontecia desde 1932. Nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, o mundo acordou para o fenômeno. Ali todos já viam que havia surgido um nadador com capacidade de igualar o recorde de outro americano, Mark Spitz, que conquistou sete medalhas de ouro nas Olimpíadas de Munique, em 1972. Mas, naquela edição dos Jogos, ele “só” conseguiu seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze, ou seja, superou o recorde de medalhas numa mesma edição, mas não a quantidade de ouros. Terminada a edição dos Jogos em 2004, Phelps passou a trabalhar num objetivo: superar o recorde de medalhas de ouro numa só edição. Quando Phelps disse o seu objetivo, alguns ficaram admirados por sua vontade, mas muita gente expressou um sentimento contrário, dizendo que seria impossível acreditar que ele conseguiria ganhar oito medalhas de ouro numa só Olimpíada, os demais nadadores se preparariam para superá-lo e talvez fosse contra a capacidade do corpo humano, uma vez que o esporte de alto rendimento exige muito da parte física. E um dos que disseram que Phelps não seria capaz de conquistar esse feito foi o ex-nadador australiano Ian Thorpe, bi-campeão olímpico nas Olimpíadas de Sidney, aos 17 anos de idade, no ano 2000. Só que Phelps apanhou o jornal que continha a manchete com a declaração de Thorpe e pregou no vestiário do seu local de treinamento e passou a olhá-la todos os dias, de modo a se auto-motivar a conquistar seu objetivo. Pois bem, todos nós conhecemos os feitos de Phelps em Pequim 2008. Ele conquistou oito medalhas de ouro, batendo o recorde de um atleta em uma só Olimpíada e com direito a oito quebras de recordes. Quando perguntado em uma entrevista, após os Jogos, o que o tinha motivado a isso tudo, ele, como um grande campeão, disse que recordes existem para serem quebrados e não comentou as declarações de Thorpe.
O que se pode tirar de lição em toda essa história contemporânea que vimos ser escrita diante de nossos olhos? Eu quero destacar três palavras, obviamente não quero dizer, de maneira presunçosa, que são os únicos destaques, mas algo para arrematar o que estamos discutindo.
Em primeiro lugar, o talento. Phelps é um ser dotado com uma capacidade incomum para realizar o que se dispôs. Deus concede talentos específicos para cada pessoa, e como o nome mesmo sugere, não há como se revogar presentes.
Em segundo lugar, a disciplina. Phelps é conhecedor de suas potencialidades, mas em nenhum momento deixou de trabalhar menos que os demais concorrentes, pois vemos que esse é um dos grandes erros que as pessoas cometem. As pessoas acham que por serem capazes de realizar algo, não precisam de atualização. O que seria de um professor se não lesse mais? O que seria de um vocalista se não treinasse as técnicas vocais freqüentemente? O que seria de um empresário se não se preocupasse em analisar as tendências de mercado ou ações de seus concorrentes?
Em terceiro lugar, a obstinação. Phelps concentrou-se num objetivo e tratou de lutar para atingi-lo. Phelps nos anos de 2007 e 2008, não deixou de nadar em um único dia, ele não pensou em festas, curtições e outros afins de pessoas de sua idade, lembrem-se que estamos falando de um jovem de 24 anos de idade. Lógico que se Phelps não tivesse treinado como treinou, se alimentado como se alimentou e não fosse tão bom quanto é, ele não teria alcançado seu objetivo, mas o ato de ele colocar a frase de Thorpe em seu vestiário é uma prova de que ele sabia o tamanho do seu desafio e que ele deveria ser o primeiro a acreditar (ressalto que tudo é um conjunto e que só colocar a frase no vestiário não faria diferença alguma, além de gerar um estresse essencial). A frase de Phelps, anteriormente citada: “recordes existem para serem quebrados”, na verdade, tem que ser traduzida a nós da seguinte forma: objetivos existem para serem alcançados, sonhos existem para serem realizados.
Talvez estejamos numa situação em que achamos que um bem é uma coisa muito distante, que a faculdade está muito longe do nosso orçamento doméstico, que a possibilidade de melhoras em nossas vidas esteja muito distante, afinal de contas, a nossa vida é cheia de altos e baixos, mas cabe entender que sem sonhos e sem metas, ninguém consegue ânimo para viver. A cada dia, devemos renovar o nosso sonho, lembrar da razão pela qual estamos vivos, entender que para alcançar o fim da linha, é preciso dar o primeiro passo e que Deus não fará por nós aquilo que podemos fazer por nós mesmos. Lembre-se, chame por Deus quando precisar de um milagre, enquanto você precisar só de trabalho e determinação, saiba que você tem as ferramentas necessárias para realizar. Mas nunca se esqueça de que se Deus não estiver presente em suas conquistas, elas serão vãs.

Luiz adorei esse ultimo paragráfo da sua crônica,eu concordo com você acho que temos que lutar por aquilo que queremos e devemos fazer as coisas por nós mesmos.Devemos pedir a Deus para nos guiar e agradecer,mais não podemos ficar sentados esperando que tudo que desejamos caia do céu.Você ainda sera reconhecido no mundo todo por suas crônicas viu querido...Deus te abeçoe!!!bj
ResponderExcluirMônica
linda crônica querido!!!!
ResponderExcluirprecisamos acreditar em nosso potencial e saber que somos capazes de alcançar nossos objetivos, e fazer de cada novo dia uma oportunidade pra vencer, e sempre saber que por mais difícil que seja as coisas nunca é impossível de realizarmos nossos sonhos!!!!
Catia