terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Não sou escravo de ninguém, ninguém é senhor do meu domínio...


Primeiramente, gostaria de me desculpar pelo tempo que não posto nenhum novo texto, na verdade, a inspiração não faltou, a questão foi que aconteceu algo imprevisto no último fim-de-semana que me deixou muito chateado, mas bola pra frente porque como diria o adágio popular: atrás vem gente!


“Pane no sistema, alguém me desconfigurou. Aonde estão meus olhos de robô? Eu não sabia, eu não tinha percebido. Eu sempre achei que era vivo. Parafuso e fluído em lugar de articulação, até achava que aqui batia um coração. Nada é orgânico, é tudo programado e eu achando que tinha me libertado, mas lá vem eles novamente e eu sei o que vão fazer: Reinstalar o sistema! Pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça: Use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste e viva!”
Trecho da música Admirável Chip Novo - Pitty



Às vezes eu me pego pensando nas coisas e no mundo e reflito sobre a maneira como as pessoas lidam com os estereótipos. Primeiramente, devemos entender o que é estereotipo. De uma maneira simplória é conceber a idéia sobre alguém ou um grupo a partir de conceitos pré-estabelecidos. Valem alguns exemplos para melhor entendimento: Toda pessoa que curte heavy metal, não deve escutar outro estilo de música; todo negro e pobre é funkeiro e por aí vai. Pois bem, existe uma coisa muito particular aos estereótipos. É que todos esses modelos estão embasados em preconceitos. Ou seja, pelo fato de ser difícil de ceder ao gosto ou costume do outro, eu simplesmente o ignoro.

Quem nunca presenciou aquela situação onde um grupo de mulheres está conversando e de repente vem aquela moça mais tímida e pacata, aquela que não usa as mesmas grifes das demais do grupo e ela é simplesmente ignorada? Ou então, quando um grupo de homens está reunido, bebendo drinques e cervejas e de repente, chega um rapaz que não bebe e todos tratam de subestimá-lo.

A correlação do estereotipo com o preconceito é muito extensa, e não é a idéia do texto esmiuçar todos esses parâmetros, mas entender porque é tão difícil as pessoas conviverem com diferenças.

Porque na verdade, as pessoas seguem pelo senso comum e como questionar a razão das coisas é muito sacrificante, elas simplesmente se auto-modelam a esses parâmetros e “passam” a ser felizes. Quando na verdade, a razão de tudo isso é que elas não conseguem questionar e ter personalidade para determinar o que querem, o que gostam e como agirão.

Todos os dias somos bombardeados por pessoas que querem determinar o nosso estilo de vida, as nossas escolhas e muitas vezes, nos preocupamos demais com a opinião dos outros sobre nós. Logicamente, que não há nenhuma apologia para que se desagrade a todos, em virtude de agradar a si, mas a pessoa tem que ter o poder de saber o que é melhor para ela.

Eu sei que a colocação que farei agora é muito polemica, mas é uma percepção que tenho. Recentemente, estudos científicos têm demonstrado o aumento do grau de separação de casais e, pasmem, até nas igrejas evangélicas no Brasil inteiro. Sem querer ser o dono da verdade, eu tenho uma opinião formada sobre tal coisa. Muitos líderes, não só no sentido eclesiástico, ensinam que o homem quando tem responsabilidade tem que se preocupar logo em casar-se, afinal de contas, porque aguardar tanto tempo se o desejo de “ficar” juntos é iminente? Esse é o erro fatal. As pessoas não se permitem se conhecerem e atropelam etapas do relacionamento e fatidicamente logo depois de pouco tempo, descobrem que seu castelo era de areia e ele não suportou o primeiro vento.

O que eu fico mais indignado com o comportamento da sociedade atual é que ensinam o homem a ser conquistador, a possuir várias mulheres e não perderem oportunidades para terem em suas camas, mas quando a mulher se sente conquistada e cede a essa conquista, logo é taxada de fácil.

De outra forma, existem mulheres que dizem querer ter homens honestos, românticos e carinhosos ao seu lado, mas tem um critério de escolha completamente dissonante de sua teoria. Muitas mulheres falam isso, mas se curvam a homens que tem fama de garanhão e de não querer compromisso com ninguém.

Por que isso? Por que existe o estereótipo de que pra casar tem que ser o bonzinho, mas ninguém manda no coração. Ninguém manda no coração? Essa é uma das maiores mentiras que a sociedade acredita como verdade, o amor é uma razão. Eu sou responsável por escolher quem amar. Agora quando eu compreendo que a minha escolha não é tão confiável, eu trato de me justificar em estereótipos. Pura balela!

O que as pessoas precisam é entender que elas são passíveis de erros e acertos e que tem que ter coragem de mudar o curso de suas vidas após o sinal do erro, porque não adianta insistir em passar por uma ponte quebrada, correrá o risco de cair no rio.

Eu posso muito bem curtir Iron Maiden, mas não deixar de ouvir Roupa Nova; eu posso muito bem ser universitário, bilíngüe e adorar um baile funk; eu posso muito bem experimentar as conquistas da juventude e não deixar de acreditar que um dia terei uma família feliz.

O pior em tudo isso é que as pessoas adoram rótulos para si e costumam arranjar para os outros, mas se esquecem que nesses rótulos está escrito em letras garrafais: PRAZO DE VALIDADE VENCIDO!

Procure sempre observar a questão por mais de um ponto-de-vista, ninguém é capaz de dizer o que é melhor para você, porém saiba de suas responsabilidades em suas escolhas e que você é responsável pelo sentimento que as pessoas têm por você, sejam eles bons ou maus.

Um comentário:

  1. Concordo com vc quando diz que as pessoas tem dificuldades de conviver com as diferenças, e que a todo instante estamos criando estereótipos para as pessoas. cada um tem seu jeito, com seus defeitos e qualidades, e que sejam aceitos com são!!!!
    Catia

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